Dietas funcionam – desde as prescritas por especialistas até as mais mirabolantes. Mas dão certo apenas para uma minoria, de acordo com uma pesquisa conduzida pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e publicada no jornal científico American Psychologist. A autora, Traci Mann, que revisou 31 estudos sobre obesidade, aponta que é fácil perder de 5% a 10% do peso; no entanto, é ainda mais provável recuperá-lo. Ao menos 41% dos pacientes avaliados não só readquiriram os quilos perdidos como ganharam mais peso após um período de dois anos. “É uma questão de perfil. Para essas pessoas, imposições e metas incompatíveis com seu estilo de vida tornam o emagrecimento insustentável”, diz a educadora física e coach Luciana Lancha, do Instituto Vita, em São Paulo. Isso nada tem a ver com falta de força de vontade. Por trás dessa dificuldade em levar uma dieta restritiva adiante, está o complexo processo de recompensa e gratificação, associado ao consumo de determinados alimentos, capazes de desencadear a produção de dopamina, substância que ativa no cérebro as áreas ligadas ao prazer. Humor e emoções têm efeito direto sobre a escolha do que se vai comer e a quantidade que será ingerida. Aí entra o wellness coaching, suporte profissional para quem pretende lidar melhor com alimentação, rotina de exercícios físicos e manutenção de uma vida mais saudável. “Muito mais que emagrecer, ele busca a ampliação da consciência. A ideia é que a pessoa perceba o que faz bem e o que a sabota para que, com o tempo, novos hábitos sejam incorporados ao seu dia a dia de maneira natural e factível, tendo o emagrecimento como consequência”, afirma Carlos Amorim, presidente da Sociedade Brasileira de Wellness Coaching, no Rio de Janeiro. Veja a seguir por que esse método pode funcionar para você:

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PARECE ATÉ TERAPIA
As sessões são semanais e também pode haver acompanhamento online. O objetivo dos encontros é buscar soluções para os problemas que impedem a adoção de novos hábitos, tornando as metas mais palpáveis. São trabalhadas desde questões simples, como aversão a comer folhas, até mais complexas, em que o coach identifica fatores emocionais que interferem no bem-estar. “Muitas vezes a pessoa está ansiosa e não percebe que os ataques descontrolados
à geladeira acontecem sempre após um episódio de stress. Dias difíceis sempre existirão, mas é preciso encontrar outras formas de canalizar as emoções”, diz a psicóloga
e coach Cinthia Seabra,
de São Paulo.
É PROIBIDO PROIBIR
Com base no diagnóstico, surgem nas sessões táticas que tornam possível a mudança de hábitos. Se a pessoa entender que não consegue se privar de doces, por exemplo, cabe ao coach encontrar saídas como limitar a frequência de consumo e sugerir determinada conduta em que seja permitido comê- -los. A decisão final é do paciente. De acordo com as concessões que ele se dispuser a fazer no cardápio e das horas que disponibilizar para a atividade física é que o coach poderá estipular a meta e o tempo necessário para atingi-la.
HÁ MAIS GENTE ENVOLVIDA
Como para muita gente entrar em forma vai além de uma dieta prescrita, o conceito de wellness coaching tem sido adotado, cada vez mais, por equipes multidisciplinares, compostas de médicos, nutricionistas, psicólogos e personal trainers. “Quando se tem uma equipe assim, o tratamento é completo e cada caso ganha um olhar mais individualizado e cuidadoso”, diz o médico Luiz Fernando Sella, especializado em medicina de estilo de vida e diretor do Spa Rituaali, em Itatiaia (RJ). Considerando todos os aspectos da vida que influenciam nossas atitudes, fica mais fácil encontrar o equilíbrio entre estilo de vida e saúde.

 

Fonte : MdeMulher

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